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Homilia de Dom Antonio Tourinho na celebração do primeiro ano de Instalação da Diocese de Cruz das Almas - seu aniversário Natalício, 4 anos de episcopado e 29 anos de sacerdócio.

Prezado Padre Vigário Geral, Pe. Antonio Rebouças;

Prezado Pároco desta Paróquia, Pe. Josivaldo;

Caríssimos sacerdotes; Diáconos Permanentes;

Estimadas Religiosas; seminaristas; fiéis leigos.

      Estamos reunidos na Catedral, nossa Igreja Mãe, para celebrarmos o primeiro ano de caminhada do povo de Deus, constituído como Diocese de Cruz das Almas. Nessa Cátedra, pode-se contemplar, na pessoa do Bispo, o Cristo, cabeça do corpo místico, presidindo a sua Igreja erigida no Recôncavo Baiano. Desejo unir o meu coração aos corações de todos os fiéis, para juntos agradecermos pelos quatro anos do meu ministério episcopal completados hoje e por um ano do meu pastoreio à frente da nossa amada Igreja Particular. Sou cônscio da tamanha responsabilidade que me foi conferida, porém, a missão é de todos os fiéis, ordenados, religiosos consagrados e leigos. Somos todos a Igreja de Cruz das Almas e corresponsáveis por esta Grei do Senhor. Eu, como primeiro responsável, na condição de epíscopo, os demais fiéis depois, como colaboradores do meu ministério, cada um no estado de vida e funções para as quais foram chamados. Porém, entre todos os fiéis, agradeço imensamente a Deus por aqueles que fazem parte do nosso clero. Homens bons, de comprovadas virtudes, fiéis colaboradores do Bispo, amantes da Igreja. Homens que se esforçam, apesar da natureza humana, para viverem a coerência do chamado à santidade.

          Em apenas um ano, muito fizemos com o auxílio da Providência Divina. Recordamos o Estatuto da Diocese aprovado e registrado em cartório; a criação dos conselhos presbiteral, econômico e dos leigos; a implantação do sistema “Théos” - sistema administrativo em comum; as visitas do Bispo às sedes de todas as paróquias, como também em várias comunidades urbanas e rurais; as catequeses junto às diversas pastorais e movimentos para celebrarmos o Ano dedicado aos leigos; o retiro do clero; a formação permanente do clero; os encontros do núcleo da CRB; a primeira Assembleia Diocesana; os encontros vocacionais; a Escola Diaconal; o encontro de formação para diáconos permanentes e esposas etc. Tudo para a glória de Deus e para a maior propagação do Seu Reino entre nós.

         Desejo também unir-me a todos para rendermos graças pelos meus cinquenta e cinco anos de vida completados no dia nove deste mês e pelos vinte e nove anos de ministério sacerdotal no próximo dia vinte. Diante de tantos motivos para celebrarmos, somos convidados a repetir com o salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas para Glória de Teu Nome”.

        Neste dia 17 de janeiro a Liturgia nos aponta à memória de Santo Antão, conhecido como Santo Antônio Abade, ilustre pai dos monges cristãos e modelo de espiritualidade ascética.  Seu nome, Antão, significa “florescente”. Nasceu no Egito, por volta do ano 250, de pais camponeses e ricos. Narra sua biografia que em uma missa ressoaram nele as palavras de Jesus: “Se quer ser perfeito, vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”. Essas palavras do Evangelho regeram para sempre a sua vida. Aos vinte anos, imediatamente após a morte dos seus pais, repartiu seus bens entre os pobres e foi fazer penitência no deserto. Ali, passou a ter uma vida de eremita. Contemplando o exemplo de Santo Antão, sejamos, pois, como ele, atentos à perfeição, aquela que Deus chama a cada um pelo Batismo. Longe de nós a mediocridade, queremos ser cristãos florescentes, membros de uma Igreja florescente, como Santo Antão almejou.

          Por falar em perfeição, a primeira leitura de hoje, extraída da Carta aos Hebreus, exorta-nos a cuidarmos para que não se ache entre nós alguém de coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo. Exorta-nos a primeira leitura: “Animai-vos uns aos outros, dia após dia... para que nenhum se endureça pela sedução do pecado.” Lembremos e não nos esqueçamos: “Somos companheiros de Cristo, contanto que mantenhamos firme até o fim a nossa confiança inicial”.

          O Natal passou, a criança cresceu e foi batizada nas águas do rio Jordão, o Evangelho, neste novo tempo litúrgico, aponta para Jesus no início do seu ministério. Vemo-lo curar um leproso que diz: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Nesta passagem, há algo muito importante: mostra-nos que a cura ficou em segundo plano, pois o que chama atenção é a fé daquele homem. Esse leproso hoje nos ensina a aprender a pedir. Ele falou: “Se queres, tens o poder de curar-me, Senhor”, colocando a vontade de Deus em primeiro lugar. Este deve ser o nosso ideal como Igreja que completa um ano de caminhada: Fazer a vontade de Deus.

      Quando descobrimos o que Deus quer, passamos a trilhar um caminho para sermos seus servos obedientes. Qual o querer de Deus para a nossa Igreja Particular? Descubramos juntos, porque aí está o caminho para a Diocese que Deus pensou para agora e para gerações futuras. Lembremos que somos os cristãos do primeiro tempo e estamos por construir as bases para os que virão. Saibamos edificar a Igreja de Cruz das Almas segundo a vontade de Deus.

        Que Maria, a Mãe da Igreja, sob o título de Nossa Senhora do Bom Sucesso, interceda por nós. Amém.

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